coldplay mania
Uns dos favoritos do Coldplay. Só pra constar…
The Scientist
Viva la vida
Talk
Fix you
Life in technicolor
Lovers in Japan
Trouble
Bonus track: Kings of Leon : : Use Somebody
by gabriel daijiro kurauchi (gaba)
Uns dos favoritos do Coldplay. Só pra constar…
The Scientist
Viva la vida
Talk
Fix you
Life in technicolor
Lovers in Japan
Trouble
Bonus track: Kings of Leon : : Use Somebody

Pintando a vida

illustration by gaba
É verdade, ando meio sem inspiração prá escrever aqui.
Mas pra espantar as moscas e trazer um pouco de amor a todos, uma crônica do grande Arnaldo Jabor. Vai lá:
“Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.”

Pois é, vou participar da meia maratona internacional, organizada pela Corpore!
Mas antes que pensem que estou louco, vou correr 5,5km só… hehehehe.
Meta? 28 minutos, já que estou “mei lesado”…
UPDATE: Fiz em 26:18, ou 4:46 por km. Por estar “mei lesado”, tá ótimo!
“Há em tudo o que fazemos uma razão singular
É que não é o que queremos
Faz-se porque nós vivemos
E viver é não pensar
Se alguém pensasse na vida, morria de pensamento
Por isso a vida vivida
É essa coisa esquecida
Entre um momento e um momento
Mas nada importa que o seja ou até que deixe de o ser
Mal é que a moral nos reja
Bom é que ninguém nos veja
Entre isso fica viver” – Fernando Pessoa
Acho que vou parar de pensar pra escrever.
Só vou escrever e viver.
Não escrever pra viver.
Nem viver pra escrever.

…retirados de comunidades do Orkut. O problema de ser irônico:
“…é que, quando as pessoas não entendem, quem fica parecendo um idiota é você.”
“… é que quando você fala sério, as pessoas pensam que você está sendo irônico!”
“…é que quando você utiliza a ironia para afirmar algo diferente do que se deseja comunicar, geralmente o contrário, deixando transparecer a contrariedade por meio do contexto do discurso, ou através da alguma diferenciação editorial, ou entoativa ou gestual e o receptor entende que a ironia foi utilizada para enunciar simplesmente uma falsa idéia, mas ainda assim séria, a contrariedade sutil que você utilizou torna-se inútil criando uma confusa e despercebida crítica, transmitindo a impressão que se disse algo sério tentando não ser idiota, mas só por tentar parecer ser algo sério já tornaria idiota, quando na verdade se disse algo realmente inteligente e coerente.”
Sim, sou previsível. Tava na cara que esse post ia sair.

Kevin Arnold disse: “quando somos crianças, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo”.
Confesso que sou um pouco medroso. Mas tenho um medo bom, que me faz pensar antes de fazer as coisas, que me faz rir antes de chorar, que me faz pensar antes de agir, que me faz agir de acordo com meus princípios, que me faz amar quem realmente preza pelo meu amor. Que me faz às vezes não ser um grande empreendedor e plantador, mas que no final, apesar das armadilhas do destino e das pragas que joga nos meus frutos, me faz orgulhoso deles.
E você, vai comentar aqui? Quem sabe esta não é uma das milhares armadilhas do destino?
O meu medo é uma coisa assim:

Que corre por fora entra, vai e volta sem sair.