Sobre atrasos e descomprometimento

setembro 3rd, 2009 — 9:55am

Este post escrevi há algum tempo (quase um ano), mas ficou na caixa de rascunho e não sei por que não publiquei. O que me impressionou foi a coincidência, pois uma situação parecida aconteceu onde trabalho. Não teve final desastroso, mas não sei onde pode parar… Vamos lá…

Apenas pregos ou uma cama de pregos?

Apenas pregos ou uma cama de pregos?

Tive o prazer de comparecer a um ensinamento da lama Tsering Everest, no templo Odsal Ling. Em algumas palavras um pouco diferentes destas, ela disse que o atraso é uma forma de descomprometimento. Por exemplo, quando você se atrasa para o trabalho porque precisa tomar um chá antes, é porque o trabalho é algo pouco importante para você, mesmo você não querendo acreditar. “Ah, mas é porque o ônibus atrasou”. Às vezes, pode ser verdade. Mas se fosse algo realmente importante, como uma entrevista prá um cargo que você realmente almeja, sairia mais cedo de casa. Será que você não está mentindo pra si mesmo?

Ela também disse uma coisa muito interessante: as microdecisões (como esta de tomar o chá) podem influenciar na hora de se tomar uma grande decisão (macrodecisões), pois você acaba tendendo a se comportar da mesma maneira; está “treinado”. Portanto, devemos nos policiar sempre ao tomarmos as pequenas decisões no dia-a-dia. Complementando o pensamento, o filósofo chinês Lao-Tsu disse uma vez: “Todas as coisas difíceis têm sua origem naquilo que é fácil, e as grandes coisas naquilo que é pequeno.”

Utilizando o exemplo do trabalho: uma pessoa que se atrasa um dia no trabalho acaba se acostumando e atrasando por vários dias, cada dia atrasando um minuto mais. Outros colegas podem também se achar no direito de atrasarem, e no final, ninguém mais tem hora prá chegar ou sair. Essa situação pode ser complicada quando os colegas dependem um do outro diretamente. Consequentemente, um caos se estabelece, e aí o final pode ser desastroso.

Já pensaram se atrasássemos na vontade de sermos felizes? Seria o mesmo que nos descomprometer com a vida. Ainda dá pra mudar. Mais uma do Lao-Tzu, pra fechar: “Grandes realizações só são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos”.

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A felicidade

agosto 20th, 2009 — 1:41am

“A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve, mas tem a vida breve.
Precisa que haja vento sem parar.”

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Raiva

agosto 11th, 2009 — 1:42am

raiva

Um amigo meu comenta há algum tempo sobre a raiva que sente da sogra. Não vou contar aqui o comportamento dela, mas digo que não é plausível. Age de forma possessiva e hipócrita.

Quando temos raiva de uma pessoa, ou de um momento, é difícil mudarmos esse sentimento. O que tento fazer – e juro que também estou treinando – é transformá-lo em compaixão. Como assim? Segundo o Houaiss, compaixão significa “participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor”. Quer dizer que o causador da raiva é sofredor? Muitas vezes sim. E talvez descobrindo as razões pelas quais o fazem descontar esse sofrimento, aquele que tem compaixão possa ser capaz de refletir e ajudá-lo a acabar com os atos que causam a raiva.

Caso a compaixão não dê resultado, minha humilde opinião pessoal é que, ao menos tentamos, e dormiremos com a mente tranquila. O que não se pode é persistir com a raiva, pois como já dizia Buda, “é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima”. Enquanto isso, o causador não muda nada, tanto em sentimentos quanto em ações.

Fechando com chave de ouro, outra frase de Buda: “o ódio nunca desaparece enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos”. Infelizmente, para acabar com sentimentos de mágoa, temos que tomar grandes e importantes atitudes – às vezes desagradáveis -, como o afastamento. E o que fazer nem Buda pode nos ensinar. Já pensou a chatisse que seria se o mundo fosse feito de perguntas e respostas prontas?

Não encontrou sua resposta neste post? Não tenha raiva de mim, por favor =)

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A Felicidade é contagiosa

julho 30th, 2009 — 12:33am

Trevo

Este texto recebi do boss. Um cara que já foi boss, diretor, amigo, conselheiro e até “pai”. Hoje é um cara cujos valores admiráveis (que considero uma das coisas mais importantes da vida, ao lado do amor) superam qualquer desentendimento ou desapontamento. Sei que dificilmente lerá isto, mas vale a intenção. E reitero o que ele disse a respeito deste texto: “Básico, mas vale a pena ler”. =D

A felicidade é contagiosa

A felicidade e o bem-estar dos seus amigos, e dos amigos deles, podem ter influência direta no seu humor, nos seus hábitos e na sua qualidade de vida
por Giuliano Agmont

Você já deve ter ouvido falar da teoria dos seis graus de separação. É aquela que nos coloca a uma distância de até meia dúzia de pessoas do resto do mundo. Pela hipótese, qualquer um é capaz de apertar as mãos, por exemplo, dos vencedores do Prêmio Nobel de Medicina 2008 — os franceses Françoise Barre-Sinoussi e Luc Montagnier, que descobriram o vírus causador da aids, o HIV — acionando apenas alguns poucos contatos. Entre os matemáticos, ainda restam cálculos que comprovem tal fenômeno, que eles chamam de pequenos mundos. Já no campo da cura e da prevenção de doenças, os pesquisadores somam cada vez mais evidências de que essa mesma rede de amizades funciona como um poderoso canal de contágio de bom humor, bem-estar e até felicidade.
O que pesquisas recentes mostram é que, assim como vírus e bactérias, a saúde também é transmissível — só que por meio dos laços afetivos criados entre nós. Na prática, quem se aproxima de gente que faz ginástica, por exemplo, tende a espantar o sedentarismo sem sofrimento. Aqueles que presenciam a decisão de um amigo de parar de fumar têm mais chances de largar o cigarro. E os que preferem conviver com pessoas alegres acabam tornando-se mais satisfeitos com a vida. De acordo com um estudo assinado pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos, se um grande amigo seu ficar contente, a probabilidade de você começar a rir à toa só por conviver com ele é de 60%.
Como humores e hábitos se tornam contagiosos? Os mecanismos que permitem a propagação de algo que não cabe em um tubo de ensaio ainda pedem mais esclarecimentos. Os cientistas, porém, têm algumas pistas. “Os animais sociais, como é o caso do homem, nascem com a capacidade de imitar seus pares mesmo sem ter consciência disso. É o efeito camaleão” explica a neurocientista Eliane Volchan, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Fazendo isso, o indivíduo consegue incluir-se no grupo e obter a necessária proteção para sua sobrevivência.”

Seria como uma mímica involuntária ou instintiva, a mesma que nos rege toda vez que presenciamos um bocejo — quando nos damos conta, já estamos com o bocão aberto. Mas o trabalho do pessoal de Harvard vai ainda mais longe: sugere que a transmissão pode se dar entre desconhecidos, e a distância. De acordo com os pesquisadores, existem até três graus de contágio social. Ou seja, o amigo do vizinho de porta do seu melhor amigo tem influência sobre sua felicidade.

Outro aspecto que reforça a importância dos nossos relacionamentos é o papel das amizades na conquista da saúde. Um artigo do jornal americanoThe New York Times publicado em abril mostra que o amparo emocional do amigo é capaz de prolongar a vida, renovar a memória, combater o câncer, proteger o coração e até evitar a obesidade. A neurocientista Eliane Volchan complementa: “Temos evidências de que a amizade acelera o tempo de cicatrização de uma lesão e também ajuda a reduzir o estresse”.

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Coldplay | Strawberry Swing

julho 20th, 2009 — 1:50am

strawberry swing

Mais um vídeo EXCELENTE, pra variar…
Nesse link: http://www.coldplay.com/videostrawberry.php
Sem mais comentários… só vendo pra crer =D
Feliz dia do amigo aos correspondentes!!! e aos não-correspondentes tb, pq todos são amigos de alguém =)

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Coldplay | Strawberry Swing

julho 14th, 2009 — 12:56pm

Saiu o trailer do clipe da música Strawberry Swing:

Só pra constar… conto os dias pra ver inteiro… parece animal!

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Coincidências

junho 27th, 2009 — 3:33am

Hoje assisti uma peça chamada “Primeiras Rosas”, adaptação da obra de Guimarães Rosa. Um trabalho fantástico, que interpreta quatro contos de maneira muito sensível, através de bonecos manipulados misturados com atuações dos atores reais e muitos efeitos visuais. Muito bom, por sinal.

Ao chegar em casa, jantei e me preparei para dormir. Mas do nada, me bateu uma vontade de ver um filme. Fui assistir Dolls, to Takeshi Kitano (que confesso ter tentado anteriormente, mas havia dormido logo na primeira meia hora). O filme é inspirado no Bunraku, teatro de marionete japonês, e é composto de três pequenas histórias que se coincidem na trama.

E o filme coincide com a peça “Primeiras Rosas” em vários aspectos: além de terem bonecos manipulados, ambos são poéticos, que demandam atenção aos detalhes e são muito ricos visualmente. São daquele tipo que toda vez que assistimos, encontramos coisas novas que passaram despercebidas, e nos fazem pensar sobre as metáforas contidas. Temas como amor, tragédia, alegria e drama, misturados delicadamente. Recomendo ambos.

Ainda não digeri toda essa informação. Não sou crítico de teatro ou cinema. Mas o que ficou marcado hoje são as coincidências, assim como aquelas tantas que sempre permeiam nossa vida, e no meu caso, mais intensamente nesses últimos tempos. Que acontecem totalmente sem querer, mas que me deixam, além de louco, perplexo e curioso sobre o que tudo isso significa. Muitas coisas não descobrirei, e muito menos os leitores que ainda lêem isto aqui descobrirão. O que tenho certeza é que tudo isso faz parte do teatro da vida, onde cada um interpreta de um jeito, e cada interpretação cria novas situações. E que as coincidências, se são um acaso do destino, fazem a vida ficar cada vez mais interessante e intrigante. =)

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Impossible love is the only everlasting love _(?)_

junho 19th, 2009 — 12:02am

Vice-versa

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Bom humor

junho 10th, 2009 — 12:46am

Tem uma senhora que mora aqui do alto do sétimo andar que sempre encontro quando vou pegar o elevador. Seja jogando o lixo ou despedindo de sua neta, ela é um amor em pessoa. Sempre que a encontro, dou bom-dia e recebo um bom-diiiiiiiaaaaaaa que faz tão bem aos meus ouvidos, e vai até o cérebro. Pronto, meu dia já vai ser ótimo, independente do que acontecer.

Outras vezes me encontro com um vizinho de um andar de baixo que nem na cara olha. Arrogante, só consegue olhar pra cima, e acho que nunca olhou pro próprio pé (o pescoço não deixa). Não fala bom-dia, e ainda se vira de costas. Eu deveria ignorar, e seria a coisa mais comum do mundo. Mas não consigo, e fico remoendo essa atitude. Eu, com meus pensamentos autruístas contra ele, com seus sentimentos egoístas. “Tá bom pra mim, foda-se pra você. Nem quero saber, nem desejar”, ele deve pensar. Não sei se devo ter compaixão por ele ser tão mala, ou devo mandar tomar naquele lugar.

O fato é que quando encontro ambos, sempre guardo na mente o FDP que não dá bom-dia. Por que será que um sentimento negativo se sobrepõe aos positivos? Por que não sei, mas procuro sempre sorrir pros outros. Se ele não quer o bom-dia e sorriso alheio, outros querem. E com certeza, retribuem, pois apesar das dificuldades da vida, sou muito feliz! =) E à noite, quando medito sobre meu dia, se não esqueci o malão, pelo menos os sorrisos que vi durante o dia são mais fortes que tudo. Deviam fazer uma campanha: “Sorriso, compartilhe!”

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Corrida Graac Corpore 2009

maio 10th, 2009 — 11:41pm
Vista geral da corrida

Vista geral da corrida

E fui hoje, 10 de maio de 2009, dia das mães, correr a Graac. O pequeno menino com câncer dizendo que estava feliz porque as pessoas que lá estavam poderiam correr, apesar dele mesmo não poder, iniciou o ótimo clima da corrida. E realmente, fazer algo que gostamos, e pra ajudar quem precisa, é muito gratificante.

Falando da corrida, lá tinha gente de todas as idades, por todos os lados. TODOS os lados mesmo. Gente lenta, gente rápida. Uma pena eu ter largado láááááá atrás, e pego tanto tráfego (inclusive com velhinhas caminhando).

Foi muito legal correr nos arredores do Ibirapuera e na Rubem Berta. Só nos damos conta de que estamos numa subida quando corremos, porque com o carro tudo passa tão rápido! E com os tênis, a subida não acaba… bom, tem um desconto que essa foi minha primeira prova nos 10K. Quem sabe daqui uns meses essas subidas não sejam “easy like sunday morning”. Porque as deste domingo não foram nada fáceis!

Apesar de tudo, superei bem minhas expectativas. Esperava terminar a prova em menos de 1h, e fiz em 0:52:05. E dedico essa “vitória” à minha mãe, que apesar de fazer jogo duro, sempre me apoia nas minhas decisões.

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