SE

“SE”. Como uma palavra tão curta pode ser tão forte? No sentido condicional da palavra, cria situações e muda destinos.
SE eu tivesse ido pra Angra no réveillon, não estaria aqui.
SE eu não tivesse dito que te amava, não estaríamos juntos.
SE eu não tivesse comentado no blog, não seríamos amigos.
E com o “SE” vem o “ENTÃO”. E também o “ENTRETANTO” e o “OU”.
SE ficarmos com medo das tragédias, ENTÃO não fazemos nada. ENTRETANTO, se viajarmos, poderemos morrer. OU gostar tanto da cidade que poderemos nos mudar pra lá definitivamente.
SE não falarmos sobre os nossos sentimentos por alguém, ENTÃO corremos o risco de não viver coisas boas ao lado da pessoa amada. ENTRETANTO, se falarmos, poderemos ser felizes pra sempre. OU nos decepcionar.
SE não comentarmos no blog, ENTÃO não contribuímos pra geração de novas ideias. ENTRETANTO, se comentarmos, poderemos ser erradamente julgados e massacrados. OU ser ovacionados e conseguir um novo emprego através dele.
O mais intrigante é não saber o que aconteceria SE tivéssemos escolhido outra situação. Vejo como subir uma árvore muito antiga. O tronco é o mesmo, mas os diversos galhos que vamos escolhendo, instintivamente ou não, é que vão nos levar pra direções totalmente diferentes.
Então, começo o ano de vinte-dez desejando a todos os leitores – sei que apesar de poucos, eles existem – um ano de muitos SE´s e ENTÃO´s, e que a preguiça não os impeça de questioná-los e agir. No final de tudo, como diria o grande Roberto, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu senti”.
“Mas em toda a história,
É nossa obrigação saber seguir em frente,
Seja lá qual direção.”
“E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá, e foi pra lá.”











