Olhar
Um olhar diz muito sobre alguém. Um olhar emociona e traz mensagens. Um olhar sincero, um olhar profundo, um olhar bonito, um olhar triste, um olhar pra cima, um olhar de compaixão, um olhar meigo, um olhar penetrante, um olhar apaixonado. Todos eles comunicam.
Um não-olhar demonstra indiferença. Um não-olhar demonstra insegurança. Um não-olhar termina em separação. Um não-olhar é nada.
O olhar é uma coisa que prezo muito em alguém, e o não-olhar me deixa triste. O tet-a-tet, olho-no-olho, às vezes comunicam mais do que palavras. Odeio quando falam comigo olhando pro horizonte. É como se as palavras dessem a volta na terra antes de chegar aos meus ouvidos. E quando chegam, estão distorcidas.
Um relacionamento só dá certo quando olhares se cruzam, e quando eles se abraçam. O beijo e o calor ficam por conta dos seus donos. Já disse Carlos Drummond de Andrade: “namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger… a proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição”. Namorada, pra mim, além de pele, amor, algodão-doce, flor, vôo, música, poesia e “beijobom”, precisa ter um olhar gostoso, daqueles que a gente se sinta como se estivesse em casa. Daqueles que não é preciso falar nada. Só olhar. Daqueles que conectam à alma e trazem aquilo que é essencial.
Tô muito piegas ultimamente. Admito.
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