Arquivo: junho 2009


Coincidências

junho 27th, 2009 — 3:33am

Hoje assisti uma peça chamada “Primeiras Rosas”, adaptação da obra de Guimarães Rosa. Um trabalho fantástico, que interpreta quatro contos de maneira muito sensível, através de bonecos manipulados misturados com atuações dos atores reais e muitos efeitos visuais. Muito bom, por sinal.

Ao chegar em casa, jantei e me preparei para dormir. Mas do nada, me bateu uma vontade de ver um filme. Fui assistir Dolls, to Takeshi Kitano (que confesso ter tentado anteriormente, mas havia dormido logo na primeira meia hora). O filme é inspirado no Bunraku, teatro de marionete japonês, e é composto de três pequenas histórias que se coincidem na trama.

E o filme coincide com a peça “Primeiras Rosas” em vários aspectos: além de terem bonecos manipulados, ambos são poéticos, que demandam atenção aos detalhes e são muito ricos visualmente. São daquele tipo que toda vez que assistimos, encontramos coisas novas que passaram despercebidas, e nos fazem pensar sobre as metáforas contidas. Temas como amor, tragédia, alegria e drama, misturados delicadamente. Recomendo ambos.

Ainda não digeri toda essa informação. Não sou crítico de teatro ou cinema. Mas o que ficou marcado hoje são as coincidências, assim como aquelas tantas que sempre permeiam nossa vida, e no meu caso, mais intensamente nesses últimos tempos. Que acontecem totalmente sem querer, mas que me deixam, além de louco, perplexo e curioso sobre o que tudo isso significa. Muitas coisas não descobrirei, e muito menos os leitores que ainda lêem isto aqui descobrirão. O que tenho certeza é que tudo isso faz parte do teatro da vida, onde cada um interpreta de um jeito, e cada interpretação cria novas situações. E que as coincidências, se são um acaso do destino, fazem a vida ficar cada vez mais interessante e intrigante. =)

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Impossible love is the only everlasting love _(?)_

junho 19th, 2009 — 12:02am

Vice-versa

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Bom humor

junho 10th, 2009 — 12:46am

Tem uma senhora que mora aqui do alto do sétimo andar que sempre encontro quando vou pegar o elevador. Seja jogando o lixo ou despedindo de sua neta, ela é um amor em pessoa. Sempre que a encontro, dou bom-dia e recebo um bom-diiiiiiiaaaaaaa que faz tão bem aos meus ouvidos, e vai até o cérebro. Pronto, meu dia já vai ser ótimo, independente do que acontecer.

Outras vezes me encontro com um vizinho de um andar de baixo que nem na cara olha. Arrogante, só consegue olhar pra cima, e acho que nunca olhou pro próprio pé (o pescoço não deixa). Não fala bom-dia, e ainda se vira de costas. Eu deveria ignorar, e seria a coisa mais comum do mundo. Mas não consigo, e fico remoendo essa atitude. Eu, com meus pensamentos autruístas contra ele, com seus sentimentos egoístas. “Tá bom pra mim, foda-se pra você. Nem quero saber, nem desejar”, ele deve pensar. Não sei se devo ter compaixão por ele ser tão mala, ou devo mandar tomar naquele lugar.

O fato é que quando encontro ambos, sempre guardo na mente o FDP que não dá bom-dia. Por que será que um sentimento negativo se sobrepõe aos positivos? Por que não sei, mas procuro sempre sorrir pros outros. Se ele não quer o bom-dia e sorriso alheio, outros querem. E com certeza, retribuem, pois apesar das dificuldades da vida, sou muito feliz! =) E à noite, quando medito sobre meu dia, se não esqueci o malão, pelo menos os sorrisos que vi durante o dia são mais fortes que tudo. Deviam fazer uma campanha: “Sorriso, compartilhe!”

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