Coincidências
Hoje assisti uma peça chamada “Primeiras Rosas”, adaptação da obra de Guimarães Rosa. Um trabalho fantástico, que interpreta quatro contos de maneira muito sensível, através de bonecos manipulados misturados com atuações dos atores reais e muitos efeitos visuais. Muito bom, por sinal.
Ao chegar em casa, jantei e me preparei para dormir. Mas do nada, me bateu uma vontade de ver um filme. Fui assistir Dolls, to Takeshi Kitano (que confesso ter tentado anteriormente, mas havia dormido logo na primeira meia hora). O filme é inspirado no Bunraku, teatro de marionete japonês, e é composto de três pequenas histórias que se coincidem na trama.
E o filme coincide com a peça “Primeiras Rosas” em vários aspectos: além de terem bonecos manipulados, ambos são poéticos, que demandam atenção aos detalhes e são muito ricos visualmente. São daquele tipo que toda vez que assistimos, encontramos coisas novas que passaram despercebidas, e nos fazem pensar sobre as metáforas contidas. Temas como amor, tragédia, alegria e drama, misturados delicadamente. Recomendo ambos.
Ainda não digeri toda essa informação. Não sou crítico de teatro ou cinema. Mas o que ficou marcado hoje são as coincidências, assim como aquelas tantas que sempre permeiam nossa vida, e no meu caso, mais intensamente nesses últimos tempos. Que acontecem totalmente sem querer, mas que me deixam, além de louco, perplexo e curioso sobre o que tudo isso significa. Muitas coisas não descobrirei, e muito menos os leitores que ainda lêem isto aqui descobrirão. O que tenho certeza é que tudo isso faz parte do teatro da vida, onde cada um interpreta de um jeito, e cada interpretação cria novas situações. E que as coincidências, se são um acaso do destino, fazem a vida ficar cada vez mais interessante e intrigante. =)









