Arquivo: janeiro 2009


Joker

janeiro 30th, 2009 — 8:00pm

Joker“Como diria Sócrates, também poderia dizer: ‘Sei que nada sei’. Mas tenho certeza absoluta de que um curinga continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. A qualquer momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará: ‘Quem somos? De onde viemos?’”

- Hans-Thomas

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Encontros e desencontros

janeiro 29th, 2009 — 2:53am

“I just don't know what I'm supposed to be.” - Charlotte

Foto: Lost in translation

Estava numa dessas conversas de messengers genéricos com uma pessoa que se tornou bastante importante prá mim. Uma hora rolou uma conversa sem pé nem cabeça, sobre valores pessoais, e num momento saiu isso:

“…mas é engraçado os tipos de relacionamentos com outras pessoas… tem pessoas q a gente discorda na maioria das idéias, outras a gente concorda na maioria, e outras ainda a gente concorda, mas no fundo é indiferente.”

Bom, o contexto não importa, o texto tá confuso, mas prometi a ela que discorreria sobre o assunto.

Discórdia

No primeiro caso, quando discordamos da maioria das idéias de outra pessoa, é fácil. Basta nos afastarmos dela, e só conversarmos o necessário. Simples, não magoa e não dá trabalho.

Gostei do seu charme e do seu groove…

É muito fácil encontrar pessoas com quem temos afinidades, como gostar de rock, ou passear no parque, cozinhar ou assistir filmes europeus. Basta irmos a lugares que sabemos que encontraremos esse tipo de atividade.

Mas o difícil é encontrar pessoas cujos valores batam com os nossos, e cujos objetivos são complementares para um bom relacionamento a longo prazo. Difícil é encontrar “amigos-curinga”, que sempre estão lá pro que der e vier e se adaptam a qualquer situação, desde que estejam com você. Geralmente temos aqueles amigos prá comer uma pizza, prá dançar, aqueles prá ter um papo cabeça. Mas não acho que seja errado isso.

Valores, no caso, me refiro ao conjunto de traços ideológicos de uma pessoa. Como metáfora, um exemplo corporativo: os valores de uma empresa como a Volvo, que prega pela segurança de seus passageiros. Todos os funcionários se envolvem para que essa característica seja cada vez mais aprimorada, e isso acaba se tornando um grande objetivo. Todas as estratégias têm que obedecer a ele. O mesmo ocorre com as pessoas. No campo pessoal, se a pessoa tem valores plausíveis, realizará coisas plausíveis, mesmo que não perceba (na maioria das vezes, claro).

Quando nos relacionamos com alguém cujos valores admiramos, surge o amor platônico, idealizado por Platão, ou seja “um amor centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa”. É um amor com raízes profundas.Não confundir com o conceito de amor platônico criado por Sir William Davenant na obra Platonic Lovers, entendido como um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve.

E quando ocorre o amor romântico? Bom, esse eu já não sei mais. Deixo para alguém discorrer sobre isso, porque essa fase já passou por mim e o vento levou, como um dente-de-leão que perde suas pétalas. E enquanto o ceticismo pairar no ar, e o amor platônico – no sentido daquele que não se concretiza – cair como chuva de verão, passarei a bola para o próximo.

Enquanto isso, vídeos mentirosos como esse:

Pronto, fiz minha lição de casa… =)

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offline – por quê?

janeiro 28th, 2009 — 10:38am

“Vale a pena cumprir bem e sem erros o dever diário; não procure evitá-lo ou adiá-lo. Fazendo logo o que hoje deve ser feito, pode viver um bom dia.”
(Sakyamuni)

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o=

janeiro 22nd, 2009 — 10:08am

O=

Genial!

Roubado daqui

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~

janeiro 19th, 2009 — 11:35pm

“Dominar-se a si próprio é uma vitória maior do que vencer a milhares em uma batalha.” (Sakyamuni)

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Comprometimento

janeiro 14th, 2009 — 10:58pm

Miragem?

Quando eu era bem pequeno, não conseguia me concentrar em uma coisa só. Antes mesmo de terminar de comer, já estava brincando. Largava o desenho pela metade e ia assistir TV. Aí no final do dia, tinha a sensação de ter feito tanta coisa, e nunca estava satisfeito com nada. Um dia minha mãe me falou que me faltava comprometimento, e que se eu não me comprometesse 100% com alguma coisa, não conseguiria terminá-la. Quanto menos fazê-la bem-feita.

Confesso que até hoje às vezes “deixo tudo prá depois”, como diriam os Pato Fu´s, com a diferença que agora tenho mais consciência das consequências. Mas quando o assunto envolve outras pessoas – e não coisas -, tudo muda. Procuro seguir estritamente o que combinamos. Comprometimento com o trabalho, amor, amizade, passeios, atividades: quando outras pessoas estão envolvidas, são duas almas envolvidas. Dois corações que batem, e duas mentes que pensam (oh, não diga!).

O filósofo Martin Buber (1878~1965) defendia que existem dois tipos de relacionamentos: o do tipo Eu-Tu e e do tipo Eu-Isso. A relação Eu-Tu envolve o diálogo, o encontro e a responsabilidade, entre dois sujeitos e/ou a relação que existe entre o sujeito e o objeto. Já a relação Eu-Isso é impessoal e não gera comprometimento verdadeiro. Ele dizia que a relação Eu-Tu poderia virar Eu-Isso se não houvesse investimento sério em sua manutenção.

Eugenio Mussak cita as seguintes características como laços do comprometimento: admiração, respeito, confiança, paixão e intimidade. Acho inclusive que esses laços não devem estar presentes somente no comprometimento do amor romântico, ou do amor pelos amigos (relação Eu-Tu), mas chegando mais longe, no comprometimento pela vida. Admiração pela vida. Confiança que tudo vai ser bom (e já está sendo). Respeito pela vida, não se entorpecendo demais com lixos ou pensamentos, nem se privando demais. Aí, como consequência, acabamos nos comprometendo conosco mesmos.

É mais racional nos comprometermos antes conosco mesmos do que com o outro. Pois assim, se a atitude do outro não condiz com nossos valores, podemos até perder a amizade, respeito, confiança (tornando-se Eu-Isso). Mas a nossa consciência estará limpa, e não nos abalaremos por coisas que não dizem respeito só a nós. O budismo também prega situação parecida, através do não-apego. Mas isso fica prá próxima.

A falta de comprometimento alheia também pode nos fazer enxergar outras situações. Por exemplo, metaforicamente falando: num pôr-do-sol na praia, se não houvesse comprometimento entre o mar e as nuvens, não haveria belas paisagens. Entretanto, se as nuvens não se afastassem, não veríamos as estrelas.

PS. meus posts estão um pouco confusos, mas aos poucos, vou melhorando… hehehe

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Tema do dia: jantar /// comer

janeiro 14th, 2009 — 12:28am


Teatro mágico – Pratododia


Marcelo Camelo – Janta


Pato Fu – Depois


Bidê ou balde – micro-ondas

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personalidade desvairada

janeiro 7th, 2009 — 11:38pm

quem sabe, fosse eu alucinado
mais ignorante, tresloucado
mais feliz eu seria, animado estaria.

quem alucina é minha mente,
tenta agora se apagar, é quase meditação
quebra a semente, procurando iluminação.

em vão. ou não?

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gaba

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i will always love you

janeiro 7th, 2009 — 9:53pm

Estava eu revirando meus arquivos, minha vida. Há três anos não escrevia de verdade num blog pessoal, ou fotolog, que seja. Tentei rascunhar algumas coisas várias vezes, esbocei voltar, mas nada que tentava escrever fazia sentido algum. Seja prá quem estivesse lendo quanto para mim mesmo, como realização pessoal.

Talvez eu seja mais criativo com imagens do que com palavras, mas o fato que acabei descobrindo é que consigo escrever melhor quando minha introversão se sobrepõe à extroversão. E mais: escrevo melhor quando estou triste do que feliz. Porque quando estou bem, minha energia não se volta às palavras escritas ou digitadas. Ela fui para as pessoas ao redor, para aqueles que gosto, para aquilo que gosto.

Quando estou prá baixo, não gosto que os outros se sintam mal por mim e guardo energia. Aí a concentro prá mim, e às vezes a solto nas palavras escritas. Às vezes, ela sai pelos olhos. Às vezes entala na garganta.

Talvez por isso há três anos meu blog ficou mudo. Nos últimos três anos, vivi intensamente, fui muito feliz. Cresci pessoalmente e profissionalmente. Realizei.

Nos últimos três meses, entretanto, vivi cego. Deixei de ver muitas coisas, fiz besteiras. Criava conforme a necessidade. Amava conforme a necessidade. Amava aparências em vez de valores. Vivia conforme nada. Igual um homem das cavernas, mas com gel no cabelo.

Agora, em 2009, é hora de ser lúcido. O difícil é saber a divisa entre cegueira e lucidez. Difícil porque essa classificação é subjetiva. Qual o caminho certo? Será que estive cego nesses últimos meses? Ou estive lúcido? Não sei. O que sei é que serei eu mesmo aqui neste blog. Quero partilhar coisas, para que algum conteúdo aqui seja útil prá alguém, algum dia. E que traga algum sorriso, um sentimento bom. Isso ocorrendo, este humilde blog já terá um objetivo cumprido. Quanto à privacidade? Fica prá outro post. Ainda guardo mágoas sobre esse assunto. Mas vou deixá-la um pouco de lado por agora.

Ah, antes que alguém pergunte. Quem sempre amarei? Digo que é a capacidade de ver outrem feliz. Um sorriso no rosto alheio. Simples assim.

Return To Innocence

Enigma

Love-Devotion
Feeling-Emotion

Don’t be afraid to be weak
Don’t be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence.

If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don’t hide
Just believe in destiny

Don’t care what people say
Just follow your own way
Don’t give up and loose the chance
To return to innocence

That’s not the beginning of the end
That’s the return to yourself
The return to innocence

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Se alguém perguntar por mim…

janeiro 3rd, 2009 — 10:21pm

… diz que fui por aí!

Welcome to my world!

2009 vai ser muito bom. Já dá prá sentir os novos ares (ou não… hehehe). Vamos lá!

O MI TO FO

O MI TO FO

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